Nova pesquisa fornece melhor evidência sobre qual o momento a nossa Via Láctea surgiu, incluindo a fusão com uma galáxia satélite importante.
Usando métodos relativamente importantes em astronomia, os pesquisadores foram capazes de identificar as idades mais precisas possíveis para uma amostra de uma centena de estrelas gigantes vermelhas na galáxia.
Com esses e outros resultados, os pesquisadores foram capazes de mostrar o que estava acontecendo quando a Via Láctea se fundiu com uma galáxia satélite em órbita, conhecida como Gaia-Encaladus, cerca de 10 bilhões de anos atrás.
Os resultados foram publicados em 17 de maio de 2021.
“Nossas evidências sugerem que, quando a fusão ocorreu, a Via Láctea já havia formado uma grande população de suas próprias estrelas”, disse Fiorenzo Vincenzo, coautor do estudo e bolsista do Centro de Cosmologia e Astropartículas Físicas de Ohio State Universiry
Ao calcular a idade das estrelas, os pesquisadores conseguiram determinar, pela primeira vez, que as estrelas capturadas da Gaia-Enceladus têm idades semelhantes ou menores em comparação com a maioria das estrelas que nasceram dentro da Via Láctea.
Uma fusão violenta entre duas galáxias não pode deixar de agitar as coisas, afirmou Vincenzo. Os resultados mostraram que a fusão mudou as órbitas das estrelas na galáxia, tornando-as mais excêntricas.
Vincenzo compara as movimentações das estrelas a uma dança, em que as estrelas da Gaia-Enceladus se movimentam de maneira diferente das que originaram na nossa galáxia. Afirmou também que as composições químicas das estrelas fora e dentro da Via Láctea são distintas.
A maneira pela qual os pesquisadores conseguem obter a idade das estrelas é a partir da asteroseismologia, um campo de pesquisa relativamente novo que investiga a estrutura interna das estrelas.
Segundo a pesquisadora e doutora associada ao Departamento de Astronomia de Ohio State University, Mathieu Vrard, nesse campo de pesquisa é estudado as oscilações estrelares, que são ondas sonoras propagadas em seu interior.
O estudo também usou um levantamento espectroscópico, chamado APOGEE, que fornece a composição química das estrelas, outro auxílio na determinação de suas idades.
Segundo os pesquisadores, este estudo é apenas o primeiro passo.
“Agora pretendemos aplicar esta abordagem a amostras maiores de estrelas e incluir características ainda mais sutis do espectro de frequência”, disse Vincenzo.
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