Mais de um século atrás, a faculdade da Caltech estabeleceu o Jet Propulsion Laboratory (JPL). Então, desde 1958, Caltech e Nasa trabalham para manter a vanguarda da exploração espacial e da ciência planetária. Hoje, o campus e a Lab trabalham em conjunto em variadas missões a fim de obter um entendimento avançado da terra e do universo.
“Quando nossa nave espacial vai a Marte ou a Saturno em uma jornada de descobertas, ela carrega um punhado de instrumentos, mas também a imaginações de milhões de pessoas. Trabalhando com colegas no campus e através da NASA, nós continuamos a gerar novas direções para cada nova descoberta”, disse Michael M. Watkins, vice-presidente do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena e diretor do Jet Propulsion Laboratory.
O antigo diretor da JLP, William Pickering(BS’ 32, MS’33, PHD’36) lançou o primeiro satélite americano, Explorador I, na órbita em 1958. Desde então, o campus e a Lab continuam liderando a exploração robótica mundial do sistema solar com sua espaçonave que estuda os vizinhos do planeta terra e tudo que está por detrás e além das fronteiras do espaço interestelar.
Missões Espaciais com importantes descobertas científicas:
Juno
Após cinco anos e um pouco mais de 2,9 bilhões de quilômetros de viagem espacial, Juno chega ao planeta Júpiter em julho de 2016. A missão tinha o objetivo de investigar a formação deste gigante planeta e entender seu passado, de forma que, obtivéssemos dicas relevantes referentes à origem da água em nosso planeta.
Um fato que intrigou os pesquisadores é que eles estavam, inicialmente, equivocados quanto a quantidade de água presente no planeta segundo dados da missão Galileo. Pois, de acordo com novos dados publicados este ano pela Revista Astronomy, através de medições mais recentes e precisas, a água compões cerca de 0,25 % da atmosfera jupteriana, o que significa que Júpter possui 10 vezes mais água do que o esperado.
Voyager

A espaçonave Voyager, lançada em 1977, está a mais de 16 bilhões de kilômetros de distância da terra. Sua missão pioneira foi liderada por cientistas da Caltech, tendo uma extraordinária contribuição para as diversas descobertas da ciência planetária. Nelas, incluem-se a descoberta de uma atmosfera parecida com a da terra na lua de Saturno, Titan, e as atividades vulcânicas na lua de Júpter, IO.
Voyager 2 é a única espaçonave que sobrevoou por 4 outros planetas — Júpter, Saturno, Urano e Neptuno — ao contrário do Voyager I, que entrou no espaço interestelar.
Cassini

Antes de ter chegado ao fim, adentrou na atmosfera de Saturno em setembro de 2017, na finalidade de estudar o planeta e suas 62 luas. A espaçonave Cassini foi desenvolvida e designada na Caltech, consituída de um time de ex-alunos, incluindo engenheiros elétricos, cientistas planetários e o antigo diretor da JPL Charles Elachi.
A missão perdurou por volta de 13 anos, responsável por importantes descobertas, como a presença de águas oceânicas debaixo de um cubo de gelo na superfície da lua Encélado.
Laboratório de Ciência Marciano
O Laboratório de Ciência Marciano chegou em Marte em agosto de 2012. O grande e avançado veículo enviado para o planeta, Curiosity, possuía funções de controle remoto a partir da terra. A missão foi capaz de levantar evidências de que água já tinha fluído em sua antiga superfície.
Sondando o Cosmos
Com a ajuda de avançados telescópios, foram-se abertas magníficas janelas para o aprimoramento da análise cosmológica de onde vivemos. Assim, melhor tentando entender a origem do universo e a investigação planetária da nossa galáxia, incluindo possíveis planetas com condições plenas de hospedagem humana.
Telescópio Espacial Kepler
Usado em pesquisa para avistar exoplanetas — aqueles que orbiram estrelas diferentes do nosso sol, portanto em sistema planetário distinto do nosso. O Telescópio Espacial de Kepler da NASA é capaz de detectar um escurecimento sutil no brilho de planetas quando esses passam em sua frente. O telescópio possui uma potência bastante considerável de detecção e dentre suas descobertas estão: mais de 2.800 exoplanetas e mais de 2.500 planetas ainda candidatos a esta classificação. Dentre estes, mais de 200 com o tamanho semelhante ao da terra e com grande potencial habitacional.
A missão do Telescópio Espacial de Kepler foi gerenciado pela JPL, enquanto o Instituto de Exoplanetas da NASA categorizava os planetas descobertos.
Telescópio Espacial Spitzer

O telescópio é capaz de detectar energia infravermelha emitida por estrelas distantes e galáxias longínguas, invisíveis para os pesquisadores. O sptizer foi lançado pelo foguete Delta II em 25 de agosto de 2003, da Estação de Força Aérea de Cabo Canaveral e foi aposentado em 30 de janeiro de 2020.
Ferramentas de Detecção de Vida
Com a descoberta de 200 explanetas possuintes de um potencial habitacional, é mais do que razoável nos perguntarmos como averiguar tal potencialidade e quais os recursos utilizados para tal depuração. Dimitri Mawet da Caltech, cientista e pesquisador da Lab, trabalha com colegas no Laboratório de tecnologia de Exoplanetas para desenvolver uma estratégia a qual consiste em escanear esses planetas a procura de sinais de vida a partir das moléculas de oxigênio e de metano presentes em sua atmosfera.
Este artigo foi escrito com base nas informações disponíveis em NASA Jet Propulsion.
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