A impossibilidade de tocarmos em algo ou alguém

De fato, nunca e jamais alguém nos tocou fisicamente. O deslizar de seus dedos na tela do celular, o toque da sua mão no teclado e mouse do computador, o contato do seu corpo com a brisa do mar — toda esta sensação de toque — não passa de mera ilusão!

Parece estranho pensar nesta situação e talvez até mesmo um pouco incômodo. Mas é o que acontece. Então, como e por que sentimos a sensação de toque, de encosto? É para isso e tantas outras coisas que a ciência existe!

O átomo

Átomo

O átomo é uma unidade básica de matéria responsável por constituir todo o tipo de matéria existente no universo. Ele, por sua vez, possui um centro maciço chamado de núcleo e, entre esse centro e o átomo, há um imenso, espaço, quase que vazio, dentro dele. Estabelecendo um comparativo bastante intuitivo e comum, caso imaginássemos que o núcleo fosse a cabeça de um alfinete, todo o átomo seria campo de futebol do tamanho do maracanã.

Portanto, isso significa que, teoricamente, somos compostos de um imenso “vazio”. Este “vazio” é chamado de camada eletrônica do átomo e nele habitam prótons, elétrons e neutros, dando à unidade básica de matéria um estado elétrico positivo, negativo ou neutro, respectivamente.

Vale salientar ainda que, no momento da interação de dois átomos, caso eles tenham cargas elétricas opostas, tendenciam a se aproximar. Caso contrário, relepem-se.

Comportamento Atômico

Agora que esclarecemos, em suma, a integridade atômica, podemos melhor compreender o toque e seu fenômeno ilusório criado pela nossa mente.

Quando resolvemos chegar tão próximos de uma determinada pessoa a fim de tocá-la, o que realmente acontece é uma interação elétrica entre seus átomos e os átomos da pessoa a ser tocada, fazendo com que os átomos de carga elétrica semelhantes venha a se repelir. Neste momento, o cérebro detecta uma ação contrária ao seu movimento de execução e ativa o que conhecemos como a sensação de toque.

Dessa maneira, mesmo que pressionemos nossos dedos um contra o outro, não há um distância nula entre eles, o que existe é um distanciamento tão pequeno que chega a ser invisível aos olhos humanos.

Publicado por Ciência Ativada

Divulgador científico, criador de conteúdo e estudante.

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